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Meio ambiente e lutas e resistências dos povos originários foram temas abordados durante a Exposição “Krenak: O amanhã não está à venda”

22/05/2024 às 16h39

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Meio ambiente e lutas e resistências dos povos originários foram temas abordados durante a Exposição “Krenak: O amanhã não está à venda”

Por Daniela Viana - ASCOM

 

Entre os dias 23 de abril a 17 de maio a Biblioteca Municipal Maria Neusa Ferraz, juntamente com a Secretaria de Educação e o Núcleo de Cultura, realizaram a Exposição “Krenak: O amanhã não está à venda”. A Exposição faz parte do projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação e Cultura do município que tem como objetivo fomentar a Lei 10639/2003 e 11645/2008 que institui o ensino de cultura afro-brasileira e indígena. À abertura da Exposição aconteceu no mês de abril, no qual é desenvolvido as ações sobre o Abril Indígena.

A Exposição foi concebida a partir da vida e obras do autor Ailton Krenak, e aborda a relação dos povos indígenas com o meio ambiente, as violências sofridas por tais povos, bem como suas lutas e resistências em prol da preservação ambiental e da sobrevivência de suas tradições e formas de viver; buscando conscientizar a população sobre a importância de respeitar os povos originários e suas relações com o meio ambiente. “Esse ano, o tema gerador, em nosso município, aborda as questões socioambientais e democracia. Dessa forma, pensamos: como não falar sobre a urgência da preservação ambiental? E o autor indígena que, atualmente, aborda com mais ênfase, sobre essa temática, e que tem uma história muito atrelada a defesa dos povos originários e do meio ambiente, é o Ailton Krenak”, afirma o Coordenador da Biblioteca Municipal, Misael Lacerda.

Ailton Krenak nasceu em 1953, é ambientalista, filósofo, poeta, líder indígena, escritor brasileiro, professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pela Universidade de Brasília (UnB), e é o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia de Letras. O autor tem vários livros que trabalha sobre meio ambiente e os povos originários, e o papel que ele desempenhou, tanto na política quanto a nível social tratando de questões ambientais e dos povos indígenas. “O autor concilia essas duas lutas e procura, ao longo da sua vida, mostrar que, defender os povos indígenas e a sua terra, é um caminho para a preservação ambiental. Ao longo da sua trajetória ele escreve o livro “O amanhã não está à venda” que vai tratar basicamente de como a sociedade tem explorado o meio ambiente em prol do lucro e com isso vendido o futuro da humanidade, como por exemplo, o que está acontecendo no Rio Grande do Sul e em outros lugares; o clima está castigando o ser humano como uma consequência do que o ser humano tem feito ao planeta”, relata o Coordenador Misael.

Ao longo desses dias, de Exposição, passaram pelo espaço da Biblioteca: as escolas públicas do município, desde as creches, fundamental I, fundamental II, ensino médio, EJA – Educação para Jovens e Adultos; escolas particulares do município; a TV UESB, cobrindo o evento com a realização de uma matéria; e alunos do Colégio Roberto Santos, que fizeram em formato de podcast entrevistas para divulgarem na escola a Exposição; além da presença da comunidade. “A Exposição foi algo novo e agregador, como professora no município, nunca tinha participado de um momento assim. Eu já tinha lido obras do Ailton Krenak e desejava aprofundar mais sobre suas obras e sua história, e encontrei na Exposição o canal para essa realização. Estamos trabalhando em sala de aula com a temática do meio ambiente e realizamos um projeto sobre os povos originários; e a Exposição foi um lugar no qual possibilitou agregar mais conhecimento para nossos alunos”, descreve a professora do terceiro ano, do Colégio Edvaldo Flores, Vanilda Salgado.

No mês de abril é trabalhado a pauta do Abril Indígena e é um mês voltado para a visibilidade e a conscientização sobre as lutas, resistências e conquistas dos povos originários. E que tem como intuito trabalhar no país ações que possam reforçar a valorização e respeito pela história, cultura e identidade; buscando resgatar a memória e a valorização da cultura e religiosidade desses povos.

De acordo com o Coordenador da Biblioteca Municipal, realizar a Exposição abordando o Abril Indígena com a história e lutas do autor Ailton Krenak foi extremamente gratificante e realizadora. “A Exposição foi muito satisfatória e agregadora, pois, foi possível observar que as pessoas se interessaram e a comunidade se mobilizou para se fazer presente no ambiente da Biblioteca. Alunos com perguntas pertinentes, observadores e atentos passaram por aqui; o Abril Indígena foi uma pauta na qual foi um assunto que a Biblioteca tratou, mas que extravasou as paredes da Biblioteca. Então, a meu ver, o Abril Indígena, depois da Feira Literária, ele é um dos projetos pedagogicamente mais proveitosos. Porque ele é um projeto que conseguimos, de fato, interagir com a comunidade escolar de forma mais abrangente”, discorre Misael Lacerda.