Informações Gerais

Região Administrativa: Vitória da Conquista

Região Econômica: Sudoeste.

Região Geográfica: Vitória da Conquista

Mesorregião geográfica:Centro-Sul da Bahia

LEGISLAÇÃO POLÍTICA/ADMINISTRATIVA

Lei de Criação:Lei Estadual Nº. 1.623

Data:22/02/1962  –  Diário Oficial:  23/02/62

Lei Vigente:Nº. 1.623

Município de Origem:Vitória da Conquista

Topônimo Anterior:Chapada das Cacimbas

Limites: Anagé, Tremedal, Caraíbas, Cândido Sales, Vitória da Conquista.

População:20.125 – [Projeção do IBGE-2006]

Principais Povoados:Amargoso, Andiroba, Arrasto, Baixa de Dentro, Baixa do Panela, Bandarra, Bela Vista, Boa Vista, Bomba, Cabeceiras, Caititu, Casa Nova, Coivaras, Deus Dará, Estreito, Farofa, Furadinho, Jatobá, Lagoa do Canto, Lagoa do Estevão, Lagoa do Martilino, Lagoa Suja, Lagoinha, Lamarão, Mandacaru, Marimbondo, Morrinhos, Olho D’água, Oncinha, Ouriçanga, Pau de Espinho, Peixe, Periperi, Periperizinho, Poço da Vaca, Poço do Abílio, Ribeirão da Toca, Sabiá, Salinas, Serrinha de João Marinho, Serrinha de José Moço, Sobradinho, Suçuarana, Tamanduá, Timbó, Três Lagoas,  Vista Nova.

INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS

Em virtude das flagrantes divergências dos limites interdistritais constantes nos diversos mapas sobre o Município de Belo Campo e os intermunicipais com Cândido Sales, Tremedal, Anagé, Caraíbas e Vitória da Conquista, resolveu-se, então, elaborar novos mapas, próprios para que a Prefeitura Municipal de Belo Campo e a populaçãopudessem desenvolver suas ações de serviços e obras no Município, respeitando, inclusive os limites interdistritais.

Os mapas do Município de Belo Campo aqui apresentados foram elaborados por Gilbert Lettière, a partir dos limites estabelecidos nas Leis Estaduais nº. 1.623, de 22 de Fevereiro de 1962; nº. 1.703, de 5 de Julho de 1962; nº. 4.574, de 5 de Novembro de 1985 e nº. 4.570, de 5 de Novembro de 1985. Foram também utilizados os mapas do IBGE – Belo Campo – SD-24-Y-C-V e imagens de satélite.

Os mapas da Sede e seus respectivos Povoados foram também elaborados a partir das leis e mapas acima citados, como também das informações dos moradores dos vários povoados e fazendas que indicaram os cursos dos riachos, das estradas e, também, as divisas.

O Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo foi totalmente refeita, dentro de seus limites, anteriormente estabelecido pelo CRA – Centro de Recursos Ambientais.

INDICADORES GEOGRÁFICOS

Área: 608.594 km²

Altitude: 820,0 m

Latitude: 15º 02’ Sul

Longitude: 41º 16’ Oeste

DISTÂNCIAS

Anagé – 130 km.    [via V. da Conquista]

Cândido Sales – 86 km

Caraíbas – 94 km [via V. da Conquista]

Condeúba – 97 km

Feira de Santana -478 km

Lagoa Grande [Distrito] – 38 km

Piripá – 60 km

Quaraçu [Distrito] – 19 km

Rio de Janeiro – 1.130 km

Salvador – 567 km

São Paulo  -1.430 km

Tremedal  – 20 km

Vitória da Conquista – 67 km

RECURSOS NATURAIS

CLIMA

Tipo climático:Semiárido

Temperatura média anual:Média: 20,2ºC; máxima: 24.8ºC; mínima 15.8ºC

Período chuvoso: Novembro a janeiro

Pluviosidade anual [mm]: Média: 600 a 800

Riscos de seca: Alto e médio

Área inserida no Polígono das secas [em %]: 100

SOLO

Tipo de solo: Latossolo Vermelho-Escuro eutrófico, Podzólicoeutrófico, Latossolo Vermelho-Amarelo álico, Latossolo, Vermelho-Amarelo distrófico.

Aptidão agrícola das terras:Aptidão regular para lavouras

VEGETAÇÃO

Floresta decidual, Caatinga arbórea aberta, sem palmeiras. Contato Caatinga-Floresta estacional

RELEVO

Patamares do médio Rio das Contas. Planalto dos Geraizinhos. Pediplano do alto Rio Pardo

GEOLOGIA

Depósitos eluvionares e coluvionares, quartzo-feldspático, gnaisses, metatexitos.

Ocorrências minerais:

Ametista, cianita, cristal de rocha, talco, vermiculita.

HIDROGEOLOGIA

Importância relativa do aquífero: Pequena e média.

Profundidade do nível estático:0 a 30 metros.

HIDROGRAFIA

Bacia hidrográfica:Pardo, Contas.

Rios principais:Riacho da Vereda, Riacho Vista Nova.

GEOGRAFIA

O Município de Belo Campo está assentado sobre um planalto, o que o torna privilegiado no sentido geográfico por apresentar um relevo de excepcionais condições que favorece o desenvolvimento agropecuário e com possibilidades de se fazer quase de 100% de mecanização agrícola, permitindo fácil acesso a qualquer parte do Município. O relevo é formado por Patamares do Médio Rio de Contas, Planalto dos Geraizinhos e Pediplano do Alto rio Pardo.

O Município de Belo Campo possui uma área total de 608.594 km² estando distante da capital 567 km e possui as seguintes coordenadas: 15º 02’ 15′, delatitude  Sul, 41º 07’16’’ de longitude Oeste e 820m de altitude [na Sede do Município]. Está localizada na Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo articulada na folha SD-24-Y-C-II-1-NE [imagem de Satélite].

Pelas condições climáticas não existem córregos e riachos perenes, sendo que a maior parte do tempo seus leitos estão secos.

O terreno geográfico é quase que totalmente constituído de ondulações suaves e de elevações de terreno pouco significativas, não existindo, praticamente, elevações abruptas, com exceção da encosta da Serra do Jataí e da Serra do Bomba, próximo a Sede do Município, em direção a Região da Caatinga.

Vegetação

O Município de Belo Campo apresenta duas modalidades de Florestas: A Floresta estacional semidecidual Montana, a do Mato de Cipó e a Floresta Estacional Decidual [Caatinga], localizada na zona da caatinga a menos de 500 metros de altitude. Suas terras apresentam aptidão agrícola regular.

A totalidade da área territorial de Belo Campo encontra-se inserida dentro do’polígono das secas’ [100%], segundo o estabelecido pelos órgãos governamentais competentes.

A vegetação do Mato Cipó de Belo Campo é constituída de pequenas matas, típicas e nativas do ‘Mato-de-cipó’, algumas raras partes do Município possuem matas ‘fechadas’ ainda intocadas pelo homem. A vegetação da caatinga é de carrascal e na época de estiagem, é rala, seca e baixa, não tem palmeiras nem cactos.

A região do Município, quando beneficiada por copiosas chuvas apresenta bom potencial agrícola, com aptidão para as culturas de banana, citrus, milho, soja, mandioca, amendoim, sorgo, feijão, caju, sisal, mamona, café e abacaxi. Contudo, a agricultura de subsistência em Belo Campo resume-se nas plantações de feijão, do milho, da abóbora e da mandioca.

A flora que outrora era constituída de muitas dezenas de espécies, hoje se encontra reduzida pelo desmatamento indiscriminado e pelas queimadas.

Entre as árvores de médio e grande porte antes era encontrada: a baraúna, o ipê, barriguda, o pau ferro,catuá, mocambo, claraíba e a  peroba, entre outras espécies.

Fauna

Quando os primeiros exploradores pisaram no solo da região de Belo Campo, encontraram dezenas de espécies de animais, de aves e de répteis que formavam sua fauna.

Com a presença do homem ocupando cada vez mais o solo antes inexplorado as matas existentes foram sendo derrubadas, dando lugar às lavouras de mandioca,de milho, de feijão  e de pasto para o gado bovino e caprino cujos rebanhos aumentavam cada vez mais.

Com isso, as dezenas de animais de espécies nativas existentes, foram sendo dizimadas, por caçadas indiscriminadas, não somente para alimentação, mas, também por elas serem danosas às plantações de gêneros alimentícios e ao pasto para o gado.

As espécies de animais e aves que hoje estão extintos ou quase extintos na região, entre outros são: o veado, a paca, o preá, o tatu, onça parda, ou vermelha, conhecida por suçuarana; a cotia, o caititu, e as aves como a periquitos, papagaios, canário da terra, cardeal, pega, codorna, ‘zabelê’, ‘passo preto’ [coqui], araponga, nambu, sabiá e muitas outras aves e pássaros.

O naturalista alemão Maximiliano, Príncipe de Wied-Neuwied, quando esteve nesta região descreveu, no seu livro, ‘Viagem ao Brasil’ editado na Alemanha no século XIX, descreveu e citou o nomede muitas aves que existiam na ‘Vereda’ que hoje constitui, aproximadamente, o território da Mata Cipó de Belo Campo.

Entre as aves foram citadas: ‘curicacas’, melro, cará-cará branco, ‘aréré’, ‘colhereiros, seriemas, ‘carões’ [caroé], ‘pavoncinhos’ [abibe, espécie de pavão], ‘jabirus’ [jaburu] e papagaios. Entre os sáurios cita os ‘teiús’, e entre os felídeos, cita a ‘onça pintada’ ou ‘Jaguarété’, o ‘tigre preto’ e a ‘onça vermelha’ [suçuarana].